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Matemática

Na medida certa


Comparar tamanhos e grandezas pode ser muito divertido e significativo


Por Juliana Lambert

Objetivos:
Trabalhar comparações, noções de grandeza e de quantidade

Faixa etária: 4 a 6 anos

 

Fotos: Shutterstock


Ao lado da formiga,
o cachorro é um gigante, mas quando está perto do cavalo fica tão pequenino. Não é preciso uma imersão no mundo animal para que as crianças estabeleçam comparações e percebam as diferenças. Para Luciane Gonçalves Brocchi, professora de Educação Infantil do Colégio Marista Arquidiocesano, de São Paulo (SP), além de fatos do dia a dia, também é fundamental planejar e provocar situações que envolvam tamanhos e grandezas: “Brincadeiras e jogos tradicionais (toca do coelho, dança das cadeiras, bingo com imagens, jogo da memória e dados) são excelentes para trabalhar o tema”, sugere.

Segundo a educadora Lucila Brinkmann, do Colégio Frei Rogério, de Joaçaba (SC), o melhor caminho é partir de conhecimentos prévios e utilizar brinquedos ou objetos do cotidiano. “A criança poderá observar brinquedos que cabem em alguns lugares e outros não, perceber o pai alto e a mãe, em geral, mais baixa. Essa aprendizagem pode acontecer em qualquer idade ou momento, no entanto, o conceito de grandezas costuma ser inserido a partir dos cinco anos de idade”, completa. Atividades que priorizam a imagem proporcionam maior envolvimento dos pequenos. “Considerando o egocentrismo da idade, utilize fotos das crianças ou de momentos dos quais participam. Tirar uma foto de cada criança ao lado de um objeto e pedir que observem e comparem é um exemplo que deu muito certo com a minha turma”, recomenda Luciane Brocchi.

Material concreto
Cláudia Alonso Dias e Clovis Lopes Junior, professores do Colégio Marista de Maringá (PR), apostam no material concreto. “A criança pode manipular, visualizar, sentir e construir para estabelecer comparações. Atividades como brincadeiras do espelho, teatro de fantoche, confecção de bonecos com sucata, cubos de encaixe, medir a altura dos alunos com uso de barbantes e jogo da boca do palhaço com diferentes tamanhos de circunferências para a entrada da bola ajudam a perceber as diferenças”, indicam os professores.

Dica de leitura!
Gato Xadrez no Jardim Geométrico

O Gato Xadrez mora no jardim da natureza, mas, um dia, resolveu conhecer o jardim do outro lado. Os moradores desse jardim eram as figuras geométricas e o Gato Xadrez se divertiu pra valer com cada uma delas. Como é muito curioso, explorou as formas diferentes de cada figura: rodando, pulando, escorregando... Mas, quando o gato foi embora, as figuras geométricas sentiram saudades e decidiram ir ao jardim da natureza fazer uma surpresa para o gato. Autora e
Ilustradora: Bia Villela
Editora: Escala Educacional
Preço: R$ 24,90
Onde encontrar: www.escalaeducacional.com.br


Colecionar faz bem
Sabe aquelas coleções que crescem a cada dia? Latinhas, canetas e até bichos de pelúcia? Além de divertidas, também são essenciais para trabalhar quantidades. A professora Patrícia Colnaghi Abagge, do Colégio Marista Santa Maria, de Curitiba (PR), sugere a montagem de uma coleção em conjunto. Já para trabalhar grandezas, a educadora apresenta outras ideias divertidas: “Podemos promover uma aula de culinária, medir salto em distância e usar medidas não convencionais (palmos, palitos e o próprio corpo). E que tal comparar tamanhos usando instrumentos diferentes, como os pés da professora e de uma criança?”

Acompanhe as atividades sugeridas pelo Colégio Marista Arquidiocesano:

Caixa mágica

1. Providencie caixas de tamanhos e cores diferentes, e preencha-as com materiais diversos (areia, botões, tecidos, algodão e palitos).
2. Além das diferenças no tamanho, estimule comparações de peso e de quantidade.
3. Questione qual é a caixa mais pesada, qual tem a maior quantidade de itens etc.

 

Seja rápido!
É um jogo composto por palitos coloridos e giz de cera. Os palitos ficam espalhados no centro da mesa ou roda, e a professora sorteia uma cor de giz. Assim que as crianças identificam a cor, devem pegar o maior número de palitos naquele tom correspondente. Ao final de cada rodada, o aluno tem que contar quantos palitos pegou.

 

Dica esperta!
A quantidade de palitos deve considerar as capacidades de cada faixa etária para contá-los.

 

 

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