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Dentinhos que mordem


A professora Cristiane desenvolveu um trabalho para reduzir as mordidas entre seus alunos, e alcançou bons resultados! Veja como ela lidou com essa questão que é realidade em salas de Educação Infantil


 

Objetivos:
Entender por que as crianças mordem
Saber administrar bem conflitos gerados pelas mordidas
Criar uma rotina capaz de reduzir a agressividade das crianças e um ambiente gerador de afeto
Aproximar as famílias da escola reduzindo a tensão gerada pelas mordidas





Em 2009, Cristiane Pereira de Souza Garcia, de Jateí, Mato Grosso do Sul, deixou a coordenação para assumir uma sala de aula na creche do Sistema Aprende Brasil de Ensino (SABE), do Grupo Positivo. Apesar de sempre ter ajudado professores a administrarem o conflito das mordidas em sala de aula, nunca havia lidado com ele na prática. Até que chegou a sua vez. “O ano mal havia começado e eu já me deparava com essa questão. Percebi que o melhor caminho seria entender esse comportamento das crianças, para poder ajudá-las e também tranquilizar os pais”, conta. E foi assim que Cristiane começou a estudar a fundo o assunto. “Pesquisando, eu constatei que mordidas são reações naturais da criança de até 2 anos e meio, por meio das quais elas procuram extravasar desejos, anseios, se expressar e aliviar o stress e a irritação, até porque eles ainda não têm repertório suficiente de vocabulário para fazer isso usando a fala.” Cristiane levou em consideração também o ambiente que estava sendo oferecido aos alunos. “Como nossa unidade passava por reformas, estávamos trabalhando em uma casa improvisada, com a maioria dos ambientes fechados, e pude notar que eles contribuíam para gerar mais agressividade nas crianças”, acrescenta. Com suas observações e informações, a educadora pôde traçar estratégias de trabalho e atividades para todo o ano letivo, sempre com a preocupação de variar bastante a rotina, evitando dar chance ao surgimento das situações de conflito. Leia mais a seguir.

"Com o trabalho realizado ao longo do ano, as ocorrências de mordidas diminuíram muito, mas não cessaram totalmente, e isso já era esperado. Afinal, morder é uma atitude natural dessa fase do desenvolvimento, e temos de respeitar isso. O importante é o professor criar um ambiente de afeto, conhecer bem seus alunos e saber administrar o espaço oferecido aos pequenos."
Cristiane Pereira de Souza Garcia, professora na creche do Sistema Aprende Brasil de Ensino (SABE)

Atendimento personalizado
As ocorrências de mordidas entre crianças rapidamente trazem os pais à escola. Os pais da criança mordida vêm indignados com a marquinha que encontraram em seu filho. Os da criança que mordeu ficam preocupados com o seu comportamento, com a criança receber algum rótulo etc. Para amenizar essa tensão e fazer um diagnóstico dos alunos, Cristiane conversou isoladamente com cada família envolvida, sondando o convívio familiar, se a criança mordia em casa, se ficava muito sozinha, se tinha acabado de ganhar um irmãozinho etc. “Com um diagnóstico dos alunos, eu me senti mais segura para lidar com a situação”.

 

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