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Chegou a Dona Abelhuda


E com ela um projeto muito divertido, que estudou o modo de vida e de organização das abelhas, desenvolvendo a união e a solidariedade entre os alunos


Por Juliana Bernardino

Objetivos:
Esclarecer, informar e fazer entender como vivem as abelhas

Socializar a turma, distribuindo responsabilidades entre as crianças
Promover a união do grupo, sem distinção

Foto de abertuta ilustrativa, tirada no Colégio Do

Numa pequena escola chamada Casa de Brinquedo, em Vespasiano, MG, nasceu um projeto que merece ser compartilhado com professoras de todo o Brasil. "Abelhinhas" é seu nome, e Rosemeire Xavier, sua criadora. Mas Rosemeire é também a Dona Abelhuda, uma importante personagem do projeto. "A Abelhuda é uma contadora de histórias, que gosta de cantar e brincar com as crianças. Aonde ela vai, leva consigo um cesto de brinquedos, que depois viram personagens de suas narrativas", explica a professora Rosemeire. Assim, o projeto trouxe muita literatura para o dia a dia dos pequenos. Mas não só: "o projeto nasceu com a finalidade de promover uma maior integração dos alunos antigos com os novos, seguindo o exemplo das abelhas, que vivem unidas. E esse objetivo foi cumprido", orgulha-se a educadora. Conheça mais a seguir.

A necessidade
A turma de Rosemeire tinha alunos novatos em 2009, e ela estava precisando ajudar na socialização das crianças. Buscou inspiração na organização das abelhas, que se agrupam em comunidades.
Os alunos mostraram grande interesse no tema ao escolher o nome da turma: abelhas!

Criar histórias cria um vínculo significativo e afetivo entre pais e filhos e entre família e escola, pois nesse vai e vem acontece um interessante estreitamento humano, além, é claro, de ajudar no desenvolvimento da linguagem.
Rosemeire Xavier, professora na Escola de Brinquedo

A carta da Dona Abelhuda
Na véspera do início do projeto, as crianças receberam uma carta: "Querida turma das abelhas, estou chegando, vocês não podem faltar à aula amanhã." A carta foi colocada na caixinha de correio da escola, junto com melzinhos (aqueles que vêm em miniembalagens), e criou uma grande euforia. "As crianças queriam saber quem era a Dona Abelhuda, o que ela queria, o que viria fazer na escola...", relembra Rosemeire.

 

Crianças da escola Casa de Brinquedo durante as atividades do Projeto "Abelhinhas". Na 1ª foto (de cima para baixo), a Dona Abelhuda.

O início
No dia seguinte à chegada da carta, a Dona Abelhuda apareceu para as crianças com um grande cesto, que continha: brinquedos, uma flauta, um tapete mágico, caderno etc. Ali mesmo já cantou com os alunos, brincou e contou históriass. Ela ia retirando peça por peças do seu cesto, e criando narrativas para elas. No caderno, as famílias também poderiam criar histórias com os pequenos, pois a cada sexta-feira o cesto iria para uma casa diferente.

As pesquisas
Além de interagir com a Dona Abelhuda e seu cesto, as crianças quiseram saber mais sobre as abelhas, e foi então que Rosemeire propôs algumas pesquisas. Mandou inclusive perguntas para as famílias: como é a organização social das abelhas? Onde elas Como se defendem? O que produzem? Em sala, procuramos reportagens em revistas, informações, gravuras e muitas curiosidades. "Todas as informações foram muito preciosas para o nosso aprendizado."

O mel
Produto do trabalho das abelhas, o mel ganhou bastante atenção no projeto. As mães mandavam o alimento para as crianças degustarem e para usarem no Espaço Gourmet, um lugar da escola onde são realizadas as atividades de culinária. "Fizemos várias receitas com mel, sempre aproveitando para reforçar a importância dele para a nossa saúde", conta Rosemeire.

Vivendo como as abelhas
Com o exemplo das abelhas, ficou mais fácil para Rosemeire, no dia a dia, conseguir que as crianças se ajudassem nas tarefas, brincassem umas com as outras, percebessem o coleguinha. "Elas passaram inclusive a respeitar mais os combinados e a ser organizar melhor dentro daquele grupo. Porém, é um trabalho contínuo e longo, mas muito válido", comenta a professora.

 

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