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Alfabetização

Meu nome é...


Confira atividades para trabalhar a leitura e a escrita de nomes próprios no início da alfabetização infantil


Por Priscila de Giovani

Objetivos:
Ampliar o conhecimento sobre as letras do alfabeto
Ampliar o conhecimento sobre a escrita do próprio nome e dos nomes dos colegas
Refletir sobre o sistema alfabético
Usar as estratégias de leitura Conteúdo: leitura Tempo estimado: até que os alunos escrevam o seu nome e reconheçam os nomes dos colegas.

Organização prévia da atividade:
1. Dobre a folha de sulfite, em posição paisagem, ao meio.
2. Escreva o nome dos alunos (um por sulfite) na parte inferior à dobra realizada com letra maiúscula espaçada).
3. Em seguida, na parte superior, recorte o papel sulfite em tiras de forma que cada tira cubra uma letra formando retângulos em cima das letras. Faça isso com todos os nomes dos alunos.


Atividade:
1. Organize os alunos em roda, sorteie uma das fichas e instigue-os a descobrir de quem é o nome.
2. Levante um retângulo de cada vez, como se abrisse uma “janela” para cada letra e permita que, a cada letra, os alunos usem suas estratégias de leitura para reconhecer de quem é o nome escolhido.

É importante que você realize intervenções para cada “janela aberta”, como por exemplo: ao abrir a letra G, de Gabriel, pergunte: “Qual o nome dessa letra?” ou “Quais são os nomes que iniciam com a letra G?”. Sugira dicas quando necessário. Por exemplo: “Esse nome é escrito com poucas letras”; “esse nome é de uma menina”; “procure no quadro de nomes, quais são os alunos que possuem o nome terminado com L”; “leia o alfabeto no cartaz para descobrir qual é a essa letra”; “esse nome começa igual ao de Guilherme e Gabriela”. Essa atividade proporcionará a reflexão sobre as letras e seu uso para a construção da estabilidade permitida com o nome próprio.

Inclusão:
Essa atividade pode ser realizada por todos os alunos, inclusive se houver um aluno com deficiência intelectual, pois a construção do sistema alfabético, também para ele, acontecerá com o uso das estratégias de leitura constantemente. O que muda nessa compreensão é o ritmo de aprendizagem, portanto, quanto mais o aluno for colocado em situações de leitura e escrita, mais próximo da construção do sistema alfabético estará. Nesta atividade deixe-o participar com o coletivo. É importante, na medida do possível, trazer o nome dele para discussão, para que reconheça seu próprio nome.


Leia mais!

Psicogênese da Língua Escrita
Emília Ferreiro e Ana Teberosky Artmed Editora,1999

Reflexões sobre o ensino da leitura e da escrita
Ana Teberosky Edunicamp, Vozes, 1993

Objetivos:
Utilizar estratégias de leitura (seleção, antecipação e verificação), considerando aquilo que já sabem sobre o sistema de escrita, para localizar os nomes pedidos
Ampliar o conhecimento do seu nome e do nome dos colegas
Refletir sobre o sistema alfabético

Conteúdo: leitura

Separar nomes de meninos e meninas

Materiais:
Papel sulfite
Tesoura
Caneta hidrocor



Organização prévia da atividade:
1. Produza fichas em sulfite ou cartolina com os nomes dos alunos (uma ficha para cada nome). É importante que anterior a essa atividade você já tenha realizado algumas análises dos nomes com os alunos, no cartaz em ordem alfabética, como por exemplo: “quais nomes terminam com “A”?”; “Quais nomes terminam com O?”; “quais são meninas e quais são meninos?”; “com quais letras terminam outros nomes?”.
2. Separe os alunos em grupos.

Atividade:
1.
Distribua nos grupos alguns nomes de meninos e meninas. Peça que os alunos descubram de quem são os nomes, se são de meninas ou de meninos, e separem em dois grupos. Tome o cuidado para não distribuir o nome de um dos alunos que estiver no grupo, pois mesmo que seja o primeiro ano de escolaridade dos alunos, eles já possuem conhecimento sobre letras do seu nome, impedindo a reflexão dos demais.
2. Escolha alguns grupos e faça as seguintes intervenções: “Você sabe de quem é esse nome?”; “esse nome termina com qual letra?”; “se termina com O, pode ser menino ou menina?”; “esse nome começa igual ao de Raquel e Rafael. Quem da nossa turma também começa igual a esses nomes?”.
3. Após a reflexão e intervenção nos grupos, coletivamente, peça para que um grupo de cada vez organize sua lista de meninos e de meninas, com as fichas na lousa, produzindo uma nova discussão.

Inclusão:
Se na turma houver algum aluno com surdez, é um excelente momento para ensinar aos amiguinhos alguns sinais, como o de “nome” ou a datilologia do nome (alfabeto em Libras). É importante que o aluno com surdez compreenda o comando e possa tentar descobrir de quem é o nome, apontando os amigos.

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