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Saber para comer


Colégio de São Paulo trabalha educação alimentar na Educação Infantil com o Projeto Cozinha Experimental


Por Vanessa Prata

Objetivos:
Orientar os alunos sobre nutrição e educação alimentar
Trabalhar a interdisciplinaridade
Estimular a autonomia das crianças
Apresentar diferentes alimentos, texturas, sabores e aromas
Estimular hábitos de higiene pessoal e dos alimentos
Aprimorar a destreza manual dos alunos

Faixa etária: 5 anos


 

Desde sua inauguração em 2009, o Colégio AB Sabin, em São Paulo (SP), mantém o Projeto Cozinha Experimental, focado na Educação Nutricional, no trabalho interdisciplinar e na culinária. Para a diretora do AB Sabin, Mônica Mazzo, projetos educacionais com foco na área nutricional despertam a curiosidade por novos alimentos, conscientizam os alunos sobre alimentação saudável e estabelecem uma maior relação entre teoria e prática. “Nas aulas de culinária, os alunos comprovam as transformações que acontecem com os alimentos, trocam ideias e experiências e constroem um conhecimento que dificilmente esquecerão ao longo da vida, pois praticaram, descobriram e experimentaram”, comenta Mônica. Durante um semestre inteiro, cada turma de Educação Infantil trabalha um projeto temático de maneira interdisciplinar, o que inclui as aulas de culinária. A turminha do Pré II, da professora Fernanda Franco Nalin, desenvolveu o projeto Era Uma Vez, trabalhando contos variados. Entre as historinhas lidas, a que mais chamou a atenção da garotada foi a da Chapeuzinho Vermelho e, assim, Fernanda decidiu trabalhar uma sequência didática chamada Os Quitutes da Vovó. Acompanhe os detalhes do projeto:

Os Quitutes da Vovó
O primeiro passo foi a contação de histórias e a seleção do conto que seria trabalhado: Chapeuzinho Vermelho
A professora e os alunos escolheram o tema Os Quitutes da Vovó, para trabalhar nas aulas de culinária
A cada 15 dias, as crianças tinham uma aula na Cozinha Experimental, preparando um quitute diferente, como beijinho, sucos, pão de mel etc.
Antes de cada aula de culinária, a professora e os alunos faziam um levantamento dos ingredientes necessários para a receita. A professora sorteava, então, alguns alunos para trazerem os ingredientes, fazendo um revezamento entre eles
No dia marcado para fazer a receita, os alunos conferiam os ingredientes, e a professora fazia um levantamento do conhecimento prévio deles sobre a receita
Cada aluno colocava a “mão na massa”, ajudando de alguma maneira, como medindo os ingredientes, colocando na tigela, mexendo-os ou modelando os docinhos
No final, todos saboreavam os quitutes e ainda levaram alguns docinhos para casa!

 

Laboratório de aprendizagem
“As aulas de culinária desenvolvem noções de Matemática, como contar e medir, pseudoleitura da receita e dos rótulos dos ingredientes, primeiras noções de química, ao observar a transformação dos alimentos, além de hábitos de higiene pessoal e dos alimentos e domínio da destreza manual das crianças”, comenta Mônica. “Além disso, a professora sempre discute com os alunos o valor nutritivo de cada alimento e por que devemos comer mais frutas e verduras e menos doces, por exemplo”, acrescenta.

 

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